Em 2026, um proprietário de uma LaFerrari 2015 em Brasília enfrenta um imposto sobre a propriedade de veículos (IPVA) de R$ 1.067.933,76, tornando-se o mais alto do Brasil. O carro, avaliado em R$ 35,6 milhões, está sujeito a uma alíquota de 3% no Distrito Federal, enquanto um modelo similar registrado em Santa Catarina, avaliado em R$ 38 milhões, paga um IPVA de R$ 760.874,74 devido à alíquota de 2%.
Considerado um supercarro, a LaFerrari é o primeiro híbrido da Ferrari e foi produzida entre 2013 e 2018. Com um motor V12 de 6,2 litros, o veículo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,6 segundos e alcança uma velocidade máxima de 350 km/h. O valor do IPVA poderia ser usado para adquirir um pequeno apartamento no Leblon, que é conhecido por ser uma das áreas mais caras do Brasil, ou quase dois Porsche 718 Cayman.
As alíquotas de IPVA no Brasil variam consideravelmente, com algumas regiões, como o Paraná, apresentando taxas mínimas, enquanto estados como São Paulo e Rio de Janeiro têm as mais altas, chegando a 4%. Essa diferença nas alíquotas levanta questões sobre a equidade tributária e a capacidade dos proprietários de veículos de luxo de arcar com tais impostos, refletindo a disparidade econômica nas diferentes regiões do país.

