Em encontro realizado no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil não se limitará a ser um mero exportador de commodities no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia. Em 16 de janeiro de 2026, ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Lula ressaltou a intenção de produzir bens industriais com maior valor agregado, destacando que o acordo incentivará investimentos europeus no país.
O acordo, que será assinado em 17 de janeiro no Paraguai, visa criar a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo mais de 700 milhões de consumidores e eliminando tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos. Lula enfatizou que a ampliação do comércio e dos investimentos trará novos empregos e oportunidades, além de contemplar cadeias de valor estratégicas para a transição energética e digital, reforçando a importância da parceria para ambos os lados do Atlântico.
O presidente também destacou que a aliança é benéfica para a promoção de valores democráticos, como o respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Ele afirmou que a conclusão das negociações é uma prioridade em seu governo e que, além da dimensão econômica, o acordo contribuirá para um maior diálogo político e cooperação, assegurando altos padrões de direitos trabalhistas e proteção ambiental. Lula ainda mencionou a conclusão de outros acordos comerciais relevantes durante seu mandato.

