Itália critica investigação suíça sobre incêndio em estação de esqui nos Alpes

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

Autoridades italianas e advogados representando familiares das vítimas do incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, acusam a Suíça de falhas significativas na investigação da tragédia que deixou 40 mortos e 115 feridos no Ano Novo. As críticas se concentram em erros processuais, como a ausência de autópsias completas e a demora na coleta de evidências, levantando questões sobre a responsabilidade das autoridades suíças.

O advogado das vítimas, Romain Jordan, destacou que a falta de autópsias complicou a determinação das causas das mortes, enquanto a lentidão nas investigações e a falta de inspeções de segurança no local do incêndio aumentam as preocupações sobre a condução do caso. A situação é ainda mais crítica considerando que as investigações podem ter sido comprometidas devido à falta de medidas adequadas de segurança e à ausência de fiscalização nos últimos cinco anos.

Diante das falhas identificadas, a Itália decidiu iniciar sua própria investigação e se unir ao processo criminal em andamento na Suíça. A pressão para garantir justiça para as vítimas continua a crescer, com a expectativa de que as autoridades suíças reavaliem suas práticas investigativas e adotem medidas mais rigorosas para evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro.

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