O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que será assinado no Paraguai no dia 17 de janeiro, representa um marco após 26 anos de impasses. Com o apoio de 21 dos 27 países da UE, a medida visa eliminar tarifas elevadas que produtos brasileiros enfrentam no mercado europeu, além de facilitar a comercialização de bens europeus no Mercosul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o acordo como o fim de mais de 25 anos de tentativas e sofrimento, enfatizando seu impacto positivo na economia brasileira.
A negociação foi impulsionada pela adoção de salvaguardas que permitem um monitoramento mais rigoroso em relação ao aumento de importações do Mercosul. O apoio ao acordo também reflete a necessidade de fortalecer laços comerciais e promover o crescimento econômico, com Lula destacando que o pacto deve ser compatível com os objetivos de reindustrialização do Brasil. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou o esforço político que culminou na conclusão do acordo, considerando-o uma conquista de uma geração inteira.
Entretanto, o acordo enfrenta novos desafios, pois o Parlamento Europeu deve votar uma resolução sobre a necessidade de enviar o tratado para apreciação do Tribunal de Justiça da UE. Se aprovada, essa análise pode levar até dois anos, o que poderia atrasar a implementação do pacto. A Polônia, um dos opositores, pode buscar ações legais caso a resolução não seja aceita, destacando as tensões que ainda existem em torno da aceitação do acordo entre os países europeus.

