Michelle Bolsonaro critica transferência de Jair para a Papuda e pede prisão domiciliar

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou forte oposição à transferência de seu marido, Jair Bolsonaro, para o Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda, no Distrito Federal. Em uma postagem nas redes sociais, ela afirmou que Bolsonaro “não cometeu crime algum” e defendeu que a prisão domiciliar é o que ele merece. A ex-primeira-dama também mencionou a dor que a família enfrenta devido à situação, buscando enfatizar um aspecto familiar e emocional no contexto da transferência.

Michelle não apenas criticou a decisão, mas também procurou associar o episódio a uma suposta perseguição política e judicial que seu marido estaria enfrentando. Ela sugeriu que a transferência poderia ser um passo intermediário para a concessão de prisão domiciliar, afirmando que o lugar de Bolsonaro é em casa, cercado pela família. Este discurso se alinha com as investidas de aliados bolsonaristas que buscam aliviar as condições de custódia do ex-presidente, que estava sob supervisão em instalações da Polícia Federal antes da transferência.

A mobilização de Michelle ocorre em um momento crítico para o bolsonarismo, com implicações para o futuro político do grupo, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. O discurso dela pode ser visto como uma estratégia para manter a base evangélica unida e mobilizada em torno de Bolsonaro, refletindo a urgência da situação. Assim, a pressão por mudanças nas condições de detenção do ex-presidente pode influenciar o cenário político e a dinâmica da direita no Brasil nos próximos anos.

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