Em 2025, os Estados Unidos retornaram ao protecionismo comercial sob a liderança do presidente Donald Trump, que impôs tarifas em uma ampla gama de importações, rompendo acordos comerciais anteriores. Esse movimento, justificado pela necessidade de segurança econômica, marca uma reviravolta na política econômica americana, que agora integra questões de segurança nacional às prioridades comerciais. O presidente Joe Biden, por sua vez, manteve a maioria das tarifas e acrescentou novas, ampliando essa abordagem durante seu mandato.
A política tarifária, que remonta aos primórdios dos Estados Unidos, foi impulsionada por ansiedades domésticas, incluindo a ascensão da China e a percepção de uma erosão da hegemonia americana. As tarifas, que já alcançam os níveis mais altos desde a década de 1930, têm gerado debates acalorados sobre seu impacto real na economia, especialmente em pequenas empresas que enfrentam dificuldades para se adaptar a essas mudanças. A retórica em torno da ‘segurança econômica’ se transformou em uma justificativa para ações executivas, minimizando o papel do Congresso em decisões comerciais.
As implicações dessas tarifas são significativas, gerando aumento nos preços para os consumidores e incertezas sobre a confiabilidade dos Estados Unidos como parceiro comercial. Embora a administração Trump tenha tentado justificar suas ações como uma forma de proteger os interesses americanos, especialistas advertem que essas medidas podem resultar em crescimento econômico mais lento e uma relação deteriorada com aliados internacionais. A questão que persiste é até quando a população americana aceitará essas intervenções governamentais em nome de uma segurança econômica nebulosa.

