Brasil enfrenta epidemia de obesidade com novos tratamentos inovadores

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% da população adulta brasileira apresenta obesidade, enquanto 37% vivem com sobrepeso. Em resposta a esse cenário, os tratamentos mais modernos incluem os agonistas do hormônio GLP-1, como a semaglutida, presente no medicamento Ozempic, produzido pelo laboratório Novo Nordisk, e a liraglutida, comercializada sob o nome Olire pela EMS.

Esses medicamentos, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, têm se tornado uma verdadeira febre no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento informa que as importações de hormônios polipeptídicos, incluindo o Ozempic e o Mounjaro, cresceram 88% em um único ano, movimentando cerca de R$ 9 bilhões. A demanda por esses produtos superou a de itens como celulares e alimentos premium, como salmão e azeite de oliva.

Projeções indicam que o mercado dos medicamentos que imitam o GLP-1 poderá dobrar até 2026, atingindo aproximadamente R$ 20 bilhões. Essa expectativa é impulsionada pela iminente expiração da patente do Ozempic no Brasil, que deve abrir espaço para a entrada de genéricos e similares, barateando os custos. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu 13 pedidos de registro para esses novos medicamentos, sinalizando um futuro promissor na luta contra a obesidade no país.

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