O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sido alvo de críticas que o rotulam como fascista, com alguns analistas apontando influências do teórico político nazista Carl Schmitt em suas abordagens. Em meio a uma série de eventos tumultuosos na geopolítica, sua recente retórica sobre a Venezuela e outras nações da América Latina reacendeu discussões sobre a relevância contemporânea das ideias de Schmitt, especialmente em relação à sua doutrina da ‘exceção’.
A nova Estratégia Nacional de Segurança dos EUA para 2025, combinada com ações militares e declarações sobre países como Groenlândia e Cuba, levanta questões sobre a estratégia de Trump em relação a pequenos estados. A possibilidade de que o presidente adote aspectos da visão de Schmitt sobre ‘grandes espaços’ sugere uma intenção de dominar áreas geográficas menores, embora suas táticas tenham sido descritas como caóticas e não necessariamente estratégicas.
A análise de Brendan Simms, especialista em geopolítica, aponta que, enquanto alguns veem paralelos claros entre Trump e Schmitt, outros questionam a aplicação prática dessas teorias nas ações do presidente. O futuro das políticas externas dos Estados Unidos sob a administração de Trump poderá revelar se ele realmente está seguindo uma linha teórica ou se suas decisões são resultado do improviso e da instabilidade política.

