Estudo aponta raízes evolutivas para homossexualidade em primatas

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

Pesquisadores do Imperial College London publicaram um estudo que revela a presença de comportamentos homossexuais em 59 espécies de primatas, sugerindo que essa prática possui raízes evolutivas profundas. A pesquisa, divulgada na revista Nature Ecology & Evolution, mostra que esses comportamentos são mais frequentes em espécies que vivem em ambientes hostis e enfrentam desafios sociais complexos.

Os cientistas analisaram dados de 491 espécies de primatas, identificando que aqueles em situações de escassez de alimentos ou ameaçados por predadores, como os macacos-de-gibraltar, apresentaram mais interações homossexuais. Além disso, a pesquisa observou que a homossexualidade é comum em espécies com hierarquias sociais complexas, como os babuínos-da-guiné, e em aquelas com diferenças marcantes entre machos e fêmeas, como os gorilas-das-montanhas.

Esses achados levantam questões sobre a função evolutiva dos comportamentos homossexuais, que podem conferir vantagens sociais e reprodutivas, como a formação de grupos entre machos, potencializando o acesso a fêmeas. O estudo contribui para a compreensão da diversidade de comportamentos sexuais na natureza e destaca a importância da pesquisa em etologia e evolução.

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