O Brasil se prepara para assinar um acordo com a União Europeia neste sábado, contando com um ambiente econômico mais favorável em virtude da reforma tributária recentemente aprovada. Essa mudança na legislação tributária, que simplifica os impostos sobre consumo, promete não apenas reduzir custos, mas também melhorar a previsibilidade e a competitividade do país no cenário internacional.
Segundo Rodrigo Spada, presidente da Febrafite, regras mais claras e a eliminação de distorções fiscais facilitarão as exportações, tornando o Brasil mais atraente para empresas da Europa. Além do setor agrícola, que historicamente se beneficia de acordos como este, a indústria, especialmente o setor calçadista, também pode se beneficiar significativamente, dado que a Europa representa uma parcela importante do consumo global de calçados.
O vice-presidente Geraldo Alckmin acredita que o acordo poderá ser aplicado provisoriamente já no segundo semestre deste ano, criando um cenário onde o comércio exterior, a eficiência tributária e os ganhos de produtividade se integram. Essa sinergia pode resultar em uma expansão significativa das exportações brasileiras, ampliando o fluxo de comércio e investimentos com a Europa.

