No dia 15 de janeiro de 2026, o Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial da gestora de investimentos Reag. A medida implica que os fundos sob sua administração ficarão congelados até que uma nova instituição financeira seja designada para gerenciá-los, encerrando assim as atividades da gestora no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A liquidação extrajudicial de uma gestora de investimentos, como a Reag, não gera o mesmo risco sistêmico que a liquidação de um banco, como foi o caso do Banco Master. De acordo com especialistas, enquanto um banco capta depósitos e realiza operações financeiras diretas que podem impactar significativamente seus clientes, uma gestora de investimentos simplesmente administra fundos, o que resulta em um impacto reduzido no mercado financeiro. Contudo, investimentos que não se enquadram como fundos, como produtos estruturados, podem ser mais vulneráveis a perdas.
Embora a liquidação da Reag não signifique a extinção dos fundos, os investidores podem enfrentar riscos, especialmente em relação a ativos questionados ou sem lastro real. A situação é ainda mais delicada para produtos relacionados a fraudes investigadas ligadas ao Banco Master, o que pode agravar as consequências para os investidores. Assim, o cenário atual requer atenção dos investidores e uma monitorização cuidadosa das implicações legais e financeiras que podem surgir dessa liquidação.

