Taxas do Tesouro IPCA+ sobem pela terceira vez, seguindo tendências dos EUA

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, as taxas dos títulos do Tesouro IPCA+ registraram sua terceira alta consecutiva, em linha com as oscilações do mercado internacional. Os dados econômicos divulgados nos Estados Unidos, que vieram acima do esperado, influenciaram essa movimentação. Além disso, informações sobre o varejo brasileiro, publicadas pelo IBGE, reforçaram a percepção de um cenário econômico aquecido, o que contribui para a cautela dos investidores.

A alta nas taxas é mais notável nos títulos de longo prazo. Por exemplo, o Tesouro IPCA+ 2040 passou a oferecer um rendimento de 7,39%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 subiu para 7,14%. Essa tendência se estendeu também aos vencimentos intermediários, com o Tesouro IPCA+ 2029 aumentando de 7,88% para 7,93%, refletindo um ambiente de incerteza e pressão sobre a curva de juros no país.

As implicações dessa elevação nas taxas podem ser significativas, uma vez que podem afetar as decisões de investimento e a liquidez no mercado. A alta nas taxas ocorre mesmo com a queda dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos, o que sugere um comportamento de mercado mais complexo e dinâmico. Com a baixa liquidez, especialmente nos títulos de longo prazo, os investidores devem se preparar para um cenário volátil nos próximos dias.

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