CSN propõe venda de ativos para reduzir dívida, mas ações caem

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou um ambicioso plano de desinvestimentos, visando levantar entre R$ 16 bilhões e R$ 18 bilhões para diminuir sua dívida líquida, estimada em R$ 37,5 bilhões, até 2026. Essa estratégia foi revelada na abertura do mercado e rapidamente causou oscilações nas ações da empresa, que, após uma leve alta inicial, viu seus papéis caírem de R$ 10,72 para R$ 9,75 em questão de horas.

O plano inclui a venda de ativos significativos, com foco na CSN Infraestrutura, que reúne ferrovias e portos, além da intenção de desinvestir na produção de cimento. Apesar das preocupações levantadas por analistas sobre a execução dessa estratégia, instituições financeiras como Bradesco BBI e JPMorgan expressaram apoio à iniciativa, destacando a necessidade de uma gestão eficaz para estabilizar a empresa e melhorar seus ratings de crédito.

As implicações desse plano são significativas, já que a CSN busca não apenas reduzir sua dívida, mas também melhorar sua rentabilidade em um período de oito anos. A companhia pretende continuar expandindo suas operações, principalmente nos setores de mineração e energia, enquanto busca parceiros para otimizar seus negócios de aço. O sucesso dessa estratégia dependerá da habilidade da administração em realizar as vendas prometidas e em manter a confiança do mercado durante o processo.

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