Polícia Federal investiga esquema de crimes do Banco Master com laranjas

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

A Polícia Federal está investigando um esquema de crimes financeiros ligado ao Banco Master, liderado por um empresário, após receber denúncias por e-mail anônimo. A decisão do ministro Dias Toffoli resultou na ordem de bloqueio de recursos e quebra de sigilos dos envolvidos, revelando a complexidade das operações que utilizam empresas de fachada para ocultar práticas irregulares.

As investigações apontam que o banco teria criado uma estrutura para circular ativos sem liquidez, inflacionando preços por meio de fundos de investimento. Entre as empresas citadas, está a Clínica Mais Médicos, que emitiu NCs sem garantias adequadas e possui uma discrepância alarmante entre sua dívida e a capacidade operacional. A presidente da clínica, que recebeu auxílio emergencial, é vista como uma ‘laranja’ no esquema.

Os indícios de irregularidades se estendem a outras empresas ligadas aos sócios do Banco Master, com operações que totalizam mais de R$ 5,7 bilhões. A análise da PF sugere que os recursos captados foram direcionados para aquisição de NCs, indicando uma possível simulação de operações financeiras. As consequências dessa investigação podem impactar significativamente o setor financeiro e o envolvimento de empresas no Brasil.

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