Real se destaca como 2ª melhor moeda emergente com apetite a risco

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

Em um dia de otimismo nos mercados, o real brasileiro se destacou como a segunda melhor moeda emergente, apresentando recuperação após ter sido a pior na véspera. O desempenho da moeda foi impulsionado pelo diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, enquanto o dólar à vista encerrou em baixa de 0,61%, a R$ 5,3681. A afirmação do presidente Donald Trump de que não demitirá o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, também ajudou a melhorar o apetite por ativos de risco.

O cenário de mercado foi ainda mais favorecido pela candidatura de Ratinho Jr. à Presidência da República, que, segundo analistas, pode abrir novas possibilidades para a reforma fiscal. O crescimento de 1% no varejo restrito, superando expectativas, e a queda nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA foram fatores que contribuíram para o otimismo. O economista Guilherme Souza observou que o câmbio está mais ligado a ajustes técnicos do que a mudanças estruturais significativas neste momento.

As projeções de manutenção da Selic em 15% ao ano continuam a atrair operações de carry trade, enquanto o Ibovespa atingiu um recorde histórico intradia aos 166 mil pontos. A possível adesão de mais partidos à candidatura de Ratinho Jr., caso o PSD o indique, também pode impactar positivamente o mercado. A dinâmica de investimentos em mercados emergentes, especialmente em renda variável, tem atraído a atenção de investidores internacionais, elevando a confiança no real.

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