O comércio global alcançou um marco histórico ao superar os US$ 35 trilhões em 2025, com um crescimento de 7% em relação ao ano anterior, conforme relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD). Contudo, a entidade alerta que esse desempenho não será sustentado, prevendo uma desaceleração nas trocas internacionais para 2026, com crescimento reduzido em um contexto econômico mais incerto.
As projeções da UNCTAD indicam uma expansão do PIB mundial de apenas 2,6% em 2025 e 2026, o que é considerado insuficiente diante das expectativas de produtividade impulsionadas pela inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a economia deve desacelerar de 1,8% para 1,5%, enquanto a China verá uma redução de 5% para 4,6%. Além disso, a Europa, embora receba estímulos fiscais, enfrentará uma demanda modesta, resultando em um ambiente de importações menos aquecido e condições financeiras mais restritivas.
Quatro forças principais estão alterando os fluxos comerciais: o aumento do protecionismo, a reestruturação das cadeias de suprimentos, a transição digital e verde, e a imposição de regras mais rigorosas. Essa nova realidade traz incertezas e custos elevados, afetando o planejamento de empresas e governos. A UNCTAD recomenda que os países em desenvolvimento busquem maior integração regional e políticas industriais que promovam a resiliência para enfrentar os desafios futuros.

