Rússia critica presença militar da Otan na Groenlândia e aponta ameaças fabricadas

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 1 min.

A Rússia expressou forte oposição ao envio de tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) à Groenlândia, classificando a medida como parte de uma ‘militarização acelerada’ do Ártico. Em um comunicado, a embaixada russa na Bélgica alertou sobre a utilização da ilha como um pretexto para ações que visam a Rússia e a China, gerando preocupação sobre a segurança da região.

O governo russo argumenta que a presença militar reforçada da Otan na Groenlândia se baseia em ameaças fabricadas e que alguns países europeus estão adotando uma postura ‘anti-Rússia e anti-China’. A diplomacia russa também destacou que não há evidências de submarinos russos ou chineses nas proximidades da ilha, sugerindo que a histeria em torno da situação é infundada e artificial.

As movimentações militares na Groenlândia, envolvendo França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia, visam demonstrar apoio à Dinamarca e reforçar a unidade europeia. Com a crescente tensão, a Rússia alerta para a necessidade de um diálogo construtivo para evitar um agravamento da crise na região e a possibilidade de conflitos futuros.

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