Rússia critica presença militar da Otan na Groenlândia como ameaça fabricada

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

A Rússia expressou sua oposição à crescente presença militar da Otan na Groenlândia, classificando a ação como parte de uma ‘militarização acelerada’ do Ártico. Em um comunicado divulgado no dia 14 de janeiro de 2026, a embaixada russa na Bélgica indicou que a ilha estaria sendo utilizada como um pretexto para ações contra Moscou e Pequim, levantando preocupações sobre a situação nas altas latitudes.

A diplomacia russa ressaltou que a narrativa de ameaças inventadas é utilizada por alguns países europeus para justificar o aumento da presença militar na região. Além disso, afirmaram que não há evidências concretas de submarinos russos ou chineses nas proximidades da Groenlândia, sugerindo que a histeria em torno do tema é artificial. Esta situação ocorre em meio ao envio de tropas por França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia, que apoiam a Dinamarca em suas ações na ilha.

As tensões se intensificam à medida que a Rússia critica a postura militarizada dos países ocidentais, que defendem a necessidade de uma resposta unificada à suposta ameaça. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem manifestado interesse na Groenlândia, o que complica ainda mais o cenário geopolítico. O desdobramento dessa situação pode impactar significativamente as relações entre Moscou e as nações da Otan, além de afetar a dinâmica de poder no Ártico.

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