Vale e Aura devem se destacar no 4T25; papel e celulose enfrentam desafios

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Analistas de mercado preveem resultados mistos para o setor de materiais básicos no quarto trimestre de 2025, com um foco positivo em mineradoras como Vale e Aura. As expectativas indicam que as mineradoras devem se beneficiar do aumento nos preços de referência do minério, enquanto as empresas de papel e celulose enfrentam desafios e números discretos. O relatório destaca que a Gerdau e a Usiminas, por sua vez, podem enfrentar resultados mais fracos no mesmo período.

O cenário para as mineradoras é otimista, com a XP Investimentos prevendo que a Vale deve reportar um Ebitda em torno de US$ 4,5 bilhões, enquanto a Aura deve alcançar um Ebitda de aproximadamente US$ 221 milhões, impulsionada por volumes maiores e preços elevados de ouro. Em contraste, as siderúrgicas, como Gerdau e Usiminas, devem sofrer com a sazonalidade e a fraqueza nos resultados, refletindo um ambiente mais desafiador para o setor. As mineradoras apresentam uma resistência que pode se traduzir em uma performance superior no mercado de ações.

Com o desempenho das ações no centro das atenções, os analistas sugerem que a perspectiva para as commodities segue mista, sendo influenciada por temas macroeconômicos e pela dinâmica cambial. Apesar do cenário desafiador para papel e celulose, algumas empresas, como a Suzano, devem ver uma leve melhora no desempenho ao longo do tempo. As recomendações do BTG Pactual continuam a favorecer Vale e Aura, em meio a um mercado que requer uma abordagem seletiva em relação às ações das empresas do setor.

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