João Carlos Mansur, executivo e fundador da gestora de fundos Reag, se tornou um dos principais alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras. Nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, anteriormente conhecida como Reag. A empresa é suspeita de estar envolvida em transações fraudulentas com o Banco Master, levantando sérias preocupações sobre a integridade do setor financeiro.
As suspeitas em relação ao Banco Master foram identificadas e encaminhadas para investigadores. Um detalhe alarmante foi uma série de transações relâmpago realizadas por fundos de investimento administrados pela Reag, culminando em um empréstimo de R$ 459 milhões. Algumas dessas operações apresentaram rentabilidade exorbitante, que ultrapassou 10 milhões por cento em 2024, o que suscita ainda mais questionamentos sobre a legitimidade das atividades da empresa.
Formado em Ciências Contábeis e com MBA pela Fundação Getulio Vargas, Mansur possui vasta experiência nas áreas de finanças e investimentos. Ao longo de sua carreira, ele se destacou como um influente empresário, atuando em diversos setores, incluindo o futebol. O desdobramento dessa investigação pode não apenas afetar a reputação de Mansur, mas também repercutir em suas ligações e operações no mercado, considerando seu histórico de envolvimento em grandes negócios financeiros e esportivos.

