Fed mantém cautela sobre cortes de juros, diz presidente de Nova York

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

John Williams, presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, indicou que o banco central dos EUA não vê urgência em reduzir as taxas de juros a curto prazo. Durante um evento no Council on Foreign Relations, ele ressaltou que a instituição está bem posicionada para sustentar o mercado de trabalho e que a inflação deve se estabilizar em torno da meta de 2%. Os juros atuais estão entre 3,5% e 3,75%, considerados próximos do nível neutro, que não acelera nem desacelera o crescimento econômico.

Williams manteve um tom otimista sobre as previsões econômicas, prevendo uma taxa de desemprego estável em 4,4% e um crescimento econômico moderado. Contudo, suas declarações ocorrem em meio a crescentes pressões políticas, especialmente do presidente Donald Trump, que tem exigido cortes mais drásticos nas taxas de juros. O Fed, no entanto, adota uma postura cautelosa, considerando a inflação ainda acima da meta e os sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho.

As tensões entre o Fed e a administração Trump aumentaram, especialmente após a abertura de uma investigação sobre o presidente do Fed, Jerome Powell. Williams defendeu Powell, enfatizando a importância da independência do banco central e alertando sobre os riscos de interferência política. A situação destaca a complexidade da política monetária em um ambiente de pressão política e a necessidade de o Fed agir em benefício da economia, priorizando a estabilidade e o controle da inflação.

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