Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que a PEC da Segurança Pública será debatida logo após o recesso legislativo. Ele se reuniu com o relator, deputado Mendonça Filho, que pode realizar alterações no texto antes da votação na comissão especial, destacando a disposição em discutir a proposta com os líderes partidários.
O cenário político atual é marcado por pressões do governo para modificar o relatório da PEC, especialmente após a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. Motta ressaltou que é fundamental manter a comunicação com o Palácio do Planalto, já que mudanças no comando do ministério podem impactar a tramitação da proposta. Os integrantes da base governista definiram “linhas vermelhas” para garantir que a versão final do texto atenda às expectativas do Executivo.
Com a PEC da Segurança como uma das prioridades do início do ano legislativo, a expectativa é que as negociações se intensifiquem nas próximas semanas. O governo busca restaurar aspectos da proposta original que foram alterados no relatório, enquanto Mendonça Filho acredita que a PEC ainda conta com apoio suficiente para ser aprovada. As movimentações políticas nos bastidores indicam que a articulação em torno da proposta continuará a ser um tema central na retomada dos trabalhos da Câmara.

