A Argentina concluiu o ano de 2025 com uma inflação de 31,5%, conforme anunciado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). Este resultado representa uma queda drástica em relação aos 117,8% registrados em 2024, sendo o menor índice desde 2017. A situação econômica é um reflexo das medidas adotadas por Javier Milei, que assumiu a presidência em dezembro de 2023, buscando estabilizar a economia do país.
Apesar da redução no índice inflacionário, a trajetória ainda apresenta desafios. Em dezembro, o Índice de Preços ao Consumidor apresentou uma leve alta de 2,8%, indicando que, embora a inflação tenha diminuído, não foi completamente controlada. Os setores de transporte, habitação e energia continuam a exercer pressão sobre os preços, em parte devido à retirada de subsídios e ao ajuste fiscal promovido pelo atual governo.
A estratégia de choque implementada por Milei, que inclui cortes significativos em gastos públicos e eliminação de subsídios, gerou superávits primários e melhorou a confiança dos investidores. No entanto, o custo social dessas medidas é elevado, com a pobreza atingindo 31% da população em 2025, após um pico de 52,9% no primeiro semestre de 2024. As implicações dessas políticas precisarão ser avaliadas nos próximos anos, especialmente em relação ao bem-estar social da população.

