Em 14 de janeiro de 2026, o Ministério das Relações Exteriores de Mianmar declarou que a denúncia de genocídio contra a minoria rohingya, apresentada na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pela Gâmbia, é ‘falha e sem mérito’. O ministério solicitou que a CIJ chegue a um veredicto baseado nos fatos e na lei, dentro da estrutura da Convenção sobre o Genocídio.
As audiências na CIJ começaram em Haia e se estenderão por três semanas, abordando as alegações de que Mianmar cometeu genocídio em 2017. Centenas de milhares de rohingyas fugiram para Bangladesh devido à violência do exército birmanês e milícias budistas, que resultou em relatos de atrocidades, incluindo estupros em massa e assassinatos. O ministro da Justiça da Gâmbia, Dawda Jallow, afirmou que os rohingyas foram submetidos à destruição.
Os advogados de Mianmar deverão apresentar sua defesa na próxima sexta-feira. Este caso é crucial não apenas para o futuro da minoria rohingya, mas também para a responsabilização internacional em casos de genocídio. As implicações da decisão da CIJ podem afetar a dinâmica política e humanitária em Mianmar e na região como um todo.

