A lei que instituiu o salário mínimo no Brasil, de número 185, foi aprovada em 1936 e regulamentada em 1940. Este marco legal foi resultado de intensas lutas trabalhistas e visava garantir que todo trabalhador recebesse um salário que atendesse suas necessidades básicas. Comemoração dos 90 anos da legislação ocorre em um contexto de discussão sobre o impacto do novo valor do salário mínimo na economia brasileira.
Historiadores como Mateus Gamba Torres, da Universidade de Brasília, ressaltam que a criação do salário mínimo ocorreu em um período de transição social, marcado por movimentos trabalhistas e greves que exigiam melhores condições. A legislação refletiu uma mudança significativa nas relações de trabalho, substituindo contratos de prestação de serviços sem valor mínimo por uma estrutura que definia um salário básico para os trabalhadores. Este movimento alterou a dinâmica entre empregadores e empregados e promoveu um avanço nas conquistas de cidadania da classe trabalhadora.
A implementação do salário mínimo também trouxe desafios para o governo, com o presidente da época, Getúlio Vargas, enfrentando pressões tanto das elites econômicas quanto dos trabalhadores. Especialistas apontam que, apesar das resistências, a legislação representou uma conquista fundamental que ajudou a regular as relações de trabalho e proporcionar uma maior segurança financeira aos trabalhadores. O salário mínimo, portanto, permanece um pilar central nas discussões sobre justiça social e direitos trabalhistas no Brasil.

