Nesta terça-feira (13), a Venezuela iniciou a libertação de cidadãos americanos detidos, uma informação confirmada por um funcionário do governo dos Estados Unidos. Essa ação ocorre dez dias após a destituição forçada do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar americana. O Departamento de Estado dos EUA elogiou a iniciativa, considerando-a um passo importante das novas autoridades interinas do país.
O representante do governo americano não forneceu detalhes sobre o número exato de prisioneiros libertados, mas indicou que mais de uma pessoa foi solta. A presidente interina, Delcy Rodríguez, tomou essa decisão após um bombardeio militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e deixou um saldo de mais de 100 mortos, segundo dados oficiais venezuelanos. Essa medida pode ser vista como parte de uma estratégia para amenizar as tensões internas e externas enfrentadas pelo governo venezuelano.
A libertação de cidadãos americanos é uma prioridade para Washington, que tem buscado garantir a soltura de seus cidadãos detidos no exterior. Essa decisão também se insere em um contexto mais amplo de desafios políticos na Venezuela, especialmente após os protestos que eclodiram em 2024, quando Maduro foi declarado vencedor em meio a denúncias de fraude eleitoral. As consequências dessa situação ainda estão se desenrolando, influenciando tanto a política interna quanto as relações internacionais do país.

