A companhia aérea Azul anunciou que seu capital social poderá alcançar até R$ 15,7 bilhões após a conversão de bônus de subscrição de ações. A homologação para essa operação será realizada em reunião do conselho de administração marcada para quarta-feira, 13 de janeiro de 2026. Essa medida faz parte de um plano de recuperação judicial em andamento, que visa reestruturar a companhia e melhorar sua posição financeira.
A Azul registrou um expressivo interesse por parte de investidores, com a intenção de exercício de 6,198 bilhões de bônus de subscrição de ações preferenciais. Além disso, a empresa precisará emitir até 96,3 bilhões de novas ações preferenciais para atender a essa demanda. O aumento de capital está inserido em um contexto mais amplo de recuperação, onde a companhia busca estabilizar suas operações após desafios financeiros recentes.
Os desdobramentos dessa operação podem impactar significativamente a estrutura acionária da Azul, com a possibilidade de emissão de até 591,9 trilhões de ações ordinárias. A conversão obrigatória de papéis preferenciais em ordinários foi aprovada na última segunda-feira, refletindo a urgência na reestruturação da empresa. A expectativa é que a homologação do aumento de capital impulsione a confiança dos investidores e ajude a companhia a superar sua fase crítica.

