Seis procuradores federais em Minnesota renunciaram em 13 de janeiro, após pressões do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para abrir uma investigação contra a viúva de uma mulher morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Joseph H. Thompson, que ocupava o cargo de número dois do Ministério Público Federal, foi um dos que deixaram seus postos, manifestando-se contra a exigência de investigar a viúva enquanto o agente envolvido não era investigado.
O caso teve início após a morte de Renee Nicole Good, que foi baleada durante uma operação do ICE em Minneapolis. Thompson e outros procuradores criticaram a decisão do Departamento de Justiça de não investigar o uso da força pelo agente, mas sim focar em vínculos da viúva com grupos ativistas. Este episódio gerou uma onda de protestos na cidade, relembrando o assassinato de George Floyd em 2020, e levantou questões sobre os direitos civis e a atuação das autoridades em casos de imigração.
As renúncias dos promotores refletem um descontentamento crescente com as práticas do ICE e a resposta do governo federal a incidentes de violência. A situação destaca a tensão em torno das operações de imigração e os direitos civis nos Estados Unidos, levando a uma maior vigilância pública sobre a ação das autoridades. O futuro das investigações e as repercussões políticas ainda permanecem incertos, mas a pressão por responsabilidade e transparência continua a crescer.

