Erfan Soltani, um jovem iraniano de 26 anos, será executado na quarta-feira, 14, em decorrência de sua condenação por Moharebeh, que significa ‘inimizade contra Deus’. Ele foi preso em sua casa em Kurtis no dia 8 de janeiro, enquanto participava de protestos contra o governo do Irã que se intensificaram desde o final do ano passado.
As informações indicam que Soltani não teve acesso a defesa legal adequada durante seu julgamento, que foi realizado de forma acelerada e sem a presença de advogados. Organizações de direitos humanos relatam que sua família ficou sem notícias por dias e, ao serem contatados, tiveram apenas 10 minutos para se despedir do jovem. A falta de transparência no processo legal levanta sérias questões sobre a justiça no Irã e a proteção dos direitos humanos.
A execução de Soltani destaca a repressão brutal do regime iraniano contra manifestantes e ativistas. Com pelo menos 648 mortes relatadas durante os recentes protestos, e alegações de que o número real pode ser superior a 2 mil, a situação no país permanece tensa. A liderança do Irã, sob o comando do aiatolá Ali Khamenei, reafirma sua postura firme contra as manifestações, enquanto as autoridades continuam a bloquear o acesso à internet como forma de controle.

