Groenlândia opta por Dinamarca em vez de Estados Unidos, afirma primeiro-ministro

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Em uma coletiva de imprensa realizada em Copenhague no dia 13 de janeiro de 2026, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou que a ilha opta por permanecer sob a administração da Dinamarca, rejeitando ofertas dos Estados Unidos para sua aquisição. Essa decisão surge em um contexto de tentativas do ex-presidente Donald Trump de comprar a Groenlândia, uma proposta que enfrentou resistência em Washington, incluindo entre membros do próprio partido do ex-presidente.

A Groenlândia, que é um território autônomo da Dinamarca, vem buscando maior autonomia desde 1979. Todos os partidos políticos eleitos para o Parlamento da ilha compartilham a meta de independência, refletindo um desejo crescente de se distanciar da influência dinamarquesa. O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, também anunciou planos para aumentar a presença militar na Groenlândia, reforçando a segurança na região do Ártico em colaboração com a OTAN.

A escolha da Groenlândia por manter laços com a Dinamarca pode ter implicações significativas para a dinâmica geopolítica no Ártico. A crescente militarização e a busca por segurança na área refletem tensões em um contexto de competição entre potências, especialmente os EUA e a Dinamarca. O futuro da Groenlândia e suas relações internacionais serão, sem dúvida, moldados por esse desejo de autonomia e pelas respostas que receberá nas próximas interações diplomáticas.

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