Em 13 de janeiro, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, convocou o embaixador do Irã, Mohammad Reza Saburi, em resposta à repressão violenta do governo iraniano contra manifestantes. A situação no Irã tem gerado uma onda de indignação, com relatos de um elevado número de mortos e feridos entre aqueles que protestam por direitos e liberdades. Tajani enfatizou que o diálogo não deve ser confundido com a aceitação da brutalidade do regime.
A convocação do embaixador não é uma ação isolada; outros ministros das Relações Exteriores europeus, incluindo os de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, também expressaram sua condenação às ações do governo iraniano. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que novas sanções contra o Irã estão sendo consideradas, em resposta à crescente violência e violação dos direitos humanos no país. Isso demonstra um esforço conjunto da comunidade internacional para pressionar o regime a respeitar os direitos de seus cidadãos.
A revolta popular no Irã, que começou no final de 2025, foi impulsionada por uma crise econômica e insatisfação com o sistema teocrático em vigor desde 1979. Com mais de 12 mil mortes relatadas, a repressão tem gerado um clamor por accountability e um apelo renovado por mudanças significativas no país. O futuro da situação no Irã permanece incerto, mas a pressão internacional pode desempenhar um papel crucial na busca por reformas e respeito aos direitos humanos.

