Juristas pedem investigação internacional sobre ações dos EUA na Venezuela

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

Um conjunto de juristas e organizações de direitos humanos solicitou ao Tribunal Penal Internacional a investigação de possíveis crimes contra a humanidade supostamente cometidos pelos Estados Unidos em águas do Caribe e durante a invasão da Venezuela. A Associação Americana de Juristas, uma das entidades envolvidas, denunciou crimes graves, incluindo tomada de reféns e pilhagem, em comunicado à imprensa, enfatizando a gravidade das violações do direito internacional humanitário.

Os juristas afirmam que o sequestro do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e de sua esposa, configura crime de ‘tomada de reféns’, com o objetivo de controlar os recursos naturais do país. Além disso, o grupo pede que o TPI investigue ataques a embarcações no Caribe, que resultaram em mortes e destruição indiscriminada, e ações que violaram a soberania da Venezuela, com um saldo trágico de civis mortos e deslocados.

Embora os Estados Unidos não sejam signatários do TPI, o tribunal pode, teoricamente, julgar crimes cometidos em países que fazem parte da Corte. O caso destaca a crescente tensão entre Washington e Caracas, além da necessidade de um exame mais aprofundado das responsabilidades internacionais em conflitos armados e suas consequências humanitárias.

Compartilhe esta notícia