No dia 13 de janeiro de 2026, os Estados Unidos designaram as facções da Irmandade Muçulmana localizadas no Egito, Líbano e Jordânia como organizações terroristas estrangeiras. A medida, que atende a um apelo de aliados árabes e de conservadores americanos, foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, destacando a necessidade de frustrar a violência ligada a esse movimento pan-islâmico, ativo desde 1928.
A decisão implica o bloqueio de ativos da Irmandade Muçulmana nos EUA e penaliza qualquer transação com a organização. Em resposta, o braço egípcio da Irmandade Muçulmana prometeu contestar legalmente a designação, alegando que não representa uma ameaça aos Estados Unidos e criticando a decisão como uma pressão de países estrangeiros, especialmente dos Emirados Árabes Unidos e de Israel.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito apoiou a medida, considerando-a um reconhecimento do perigo que a Irmandade representa. Este movimento se alinha a ações anteriores de outros países da região, como a Arábia Saudita e a Jordânia, que já haviam classificado a organização como terrorista, evidenciando um consenso regional sobre a ameaça que a ideologia extremista do grupo representa.

