Clintons rejeitam intimação para depor sobre caso Epstein

Sofia Castro
Tempo: 2 min.

No dia 13 de janeiro de 2026, Bill e Hillary Clinton se recusaram a cumprir uma intimação do Congresso, relacionada à investigação sobre Jeffrey Epstein. A negativa foi comunicada em uma carta endereçada ao deputado James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, na qual os Clintons alegaram que a intimação é ‘legalmente inválida’. Apesar de nunca terem sido acusados de irregularidades, os ex-presidentes tiveram uma amizade conhecida com Epstein nas décadas de 1990 e 2000.

Em sua carta, os Clintons criticaram a condução da investigação e exigiram que o deputado divulgasse informações sobre o caso, reforçando a ideia de que outros ex-funcionários prestaram depoimentos sem serem intimados. Comer, por sua vez, afirmou que a recusa em depor é inaceitável e que as vítimas de Epstein merecem respostas, indicando que iniciará um processo por desacato ao Congresso na próxima semana. Para ele, a investigação deve buscar a verdade, independentemente do status dos envolvidos.

A situação levanta questões sobre a accountability de figuras públicas e o tratamento dado a ex-presidentes em investigações. A relação dos Clintons com Epstein, embora não implicada em crimes, continua a ser um ponto de foco para os republicanos que buscam esclarecer as irregularidades do financista. Com o andamento da investigação, a pressão sobre os Clintons pode aumentar, refletindo um ambiente político dividido em torno do legado de Epstein e das responsabilidades de líderes políticos.

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