Clintons não depõem no Congresso sobre caso Epstein e enfrentam consequências legais

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

Bill e Hillary Clinton, ex-presidente e ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, se recusaram a depor no Congresso a respeito da investigação sobre Jeffrey Epstein, em 13 de janeiro de 2026. Em uma carta endereçada ao deputado James Comer, presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, os Clintons descreveram a intimação como ‘legalmente inválida’ e criticaram a seletividade nas intimações da comissão.

Os Clintons argumentaram que, enquanto outros ex-funcionários puderam prestar declarações por escrito sobre Epstein, eles foram alvo de uma intimação. Comer, por sua vez, afirmou que a recusa dos Clintons em cooperar é inaceitável, ressaltando que as vítimas de Epstein merecem respostas. A situação se torna ainda mais tensa com a possibilidade de um processo por desacato ao Congresso, anunciado por Comer após a ausência de Bill Clinton no depoimento.

Este impasse levanta questões sobre a responsabilidade e a transparência na investigação de Epstein, especialmente dada a amizade bem documentada dos Clintons com o financista ao longo da década de 1990 e início dos anos 2000. Embora não tenham sido acusados de irregularidades, a pressão política em torno do caso pode intensificar as investigações e a demanda por justiça. A recusa em depor pode ter repercussões significativas para os Clintons, especialmente em um contexto onde a fiscalização pública é cada vez mais rigorosa.

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