Nesta terça-feira (13), familiares de presos políticos na Venezuela demandaram agilidade nas libertações prometidas pelo governo interino, sob pressão dos Estados Unidos. O clamor vem após a captura do presidente Nicolás Maduro, ocorrida em um bombardeio americano em Caracas no dia 3. As manifestações, que contaram com uma bandeira venezuelana cercada de fotos dos detidos, ocorreram na Universidade Central da Venezuela, onde os familiares gritaram por justiça e liberdade.
O Ministério de Serviço Penitenciário anunciou a libertação de 116 detidos, mas organizações de direitos humanos, como a Foro Penal, contestaram esse número, reportando apenas 56 libertações. Diego Casanova, representante do Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, destacou que mais de 1.000 pessoas permanecem presas injustamente e que novas prisões têm ocorrido, especialmente de indivíduos que apoiam a queda de Maduro. Este cenário de repressão levanta preocupações sobre a verdadeira intenção do governo interino em garantir a liberdade dos detidos.
As famílias, que frequentemente se encontram nos centros de detenção, relatam angústia e incerteza. Algumas delas, como Bianca Lorenzo e Keilen Villalobos, enfrentam a dor da espera, sem informações concretas sobre os filhos e maridos presos. A persistência do estado de exceção na Venezuela desde o bombardeio aumenta a pressão sobre o governo, enquanto os familiares clamam por liberdade incondicional e transparente para todos os presos políticos.

