Investimento insuficiente em saúde prejudica crianças no Brasil

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

A falta de investimento na atenção primária à saúde está afetando gravemente a saúde das crianças no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Apesar de alguns avanços nos últimos anos, a taxa de mortalidade infantil permanece elevada, com 15 óbitos para cada mil nascidos vivos, número que é o dobro em comparação a países desenvolvidos. Especialistas, como Halim Antonio Girade do Instituto Rui Barbosa, destacam que essa realidade é incompatível com o status do Brasil como a 11ª economia mundial.

Além disso, a situação é ainda mais crítica em estados como Acre e Amapá, onde a mortalidade infantil atinge mais de 20 óbitos para cada mil nascidos vivos. Segundo Girade, as condições de vida e a falta de acesso a serviços básicos, como saneamento, estão diretamente ligadas à saúde infantil. Quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, o que resulta em internações de crianças por problemas de saúde relacionados ao saneamento básico.

A urgência em fortalecer a atenção primária à saúde é um ponto central na discussão. Especialistas pedem que as políticas públicas sejam retomadas e que haja um compromisso efetivo dos candidatos nas eleições. Com medidas adequadas, como o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família, é possível melhorar significativamente os indicadores de saúde infantil no país, que dependem de uma abordagem intersetorial e integrada.

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