Pesquisa revela que mulheres têm maior predisposição genética à depressão

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Um estudo abrangente realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, concluiu que mulheres têm uma carga genética mais elevada relacionada ao Transtorno Depressivo Maior (TDM) em comparação aos homens. Publicado na revista Nature Communications em agosto de 2025, o estudo analisou mais de 195 mil casos e identificou, pela primeira vez, uma variante genética associada à depressão exclusivamente em homens, localizada no cromossomo X, que é herdado da mãe.

Os pesquisadores observaram que as variantes que influenciam o TDM em homens são um subconjunto das encontradas em mulheres. Além disso, as mulheres apresentaram uma maior sobreposição genética com características como obesidade e síndrome metabólica. O estudo reforça a importância de análises estratificadas por sexo, sugerindo que futuras abordagens clínicas poderiam se beneficiar de estratégias que considerem essas diferenças genéticas específicas, potencialmente abrindo caminho para tratamentos mais eficazes.

A pesquisa destaca que, apesar da predisposição genética, fatores ambientais como traumas e desigualdades sociais também desempenham um papel crucial no desenvolvimento da depressão. As estatísticas globais indicam que as mulheres têm quase o dobro de risco de desenvolver a condição em comparação aos homens. Com isso, a integração de achados genéticos específicos na prática clínica pode levar ao desenvolvimento de estratégias diagnósticas e terapêuticas mais personalizadas, especialmente no tratamento do TDM.

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