Suicídio de jovem expõe falhas no sistema de saúde mental do Reino Unido

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Leigh White relembra seu irmão Ryan, um jovem talentoso que, aos 11 anos, conquistou cinco bolsas de estudo, incluindo uma em uma escola particular em Londres. Infelizmente, Ryan cometeu suicídio em 12 de maio de 2024, após enfrentar desafios significativos para obter o suporte necessário para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Sua história ressalta as falhas no sistema de saúde mental, onde a combinação de provedores privados, treinamento inadequado e regulação insuficiente transformou o acesso ao cuidado em um verdadeiro ‘far west’.

Um relatório elaborado após a morte de Ryan reconheceu as deficiências no apoio que ele recebeu durante sua busca por ajuda. O documento sugere que muitos pacientes com TDAH enfrentam barreiras significativas, que vão desde a falta de profissionais capacitados até a dificuldade em acessar serviços adequados. Essa situação levanta preocupações sobre a eficácia do sistema de saúde mental no Reino Unido, que deveria priorizar o bem-estar dos jovens.

As implicações do caso de Ryan são profundas e exigem uma reavaliação das políticas de saúde mental. A necessidade de reformas é evidente, especialmente em um contexto onde a saúde mental está cada vez mais em foco. Especialistas e defensores pedem mudanças urgentes para garantir que outros jovens não enfrentem as mesmas dificuldades que Ryan, apontando para a importância de um sistema de saúde mais coeso e eficaz.

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