Os preços do ouro e da prata apresentaram alta significativa nesta segunda-feira, 12, refletindo a apreensão crescente sobre a autonomia do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. O ouro para fevereiro subiu 2,53%, fechando a US$ 4.614,70 por onça-troy, enquanto a prata para março avançou 7,24%, alcançando US$ 85,09 por onça-troy. Esse aumento é também impulsionado por riscos geopolíticos em expansão, especialmente relacionados a declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre Cuba e a Groenlândia.
As tensões no cenário internacional se intensificam à medida que Trump declara que não haverá mais apoio financeiro a Cuba, sugerindo a necessidade de um acordo por parte do governo cubano. Essa postura coincide com a recente operação militar dos EUA na Venezuela e as ambições de Washington em relação à Groenlândia. O aumento da instabilidade no Irã também contribui para a demanda por ativos de refúgio, como o ouro e a prata, que são considerados investimentos seguros em tempos de incerteza.
Analistas como Fawad Razaqzada, da Forex.com, ponderam sobre o futuro do ouro, questionando se o mercado verá novas máximas em 2026 ou se essa alta será temporária. A atenção dos investidores se volta agora para os dados econômicos, especialmente o CPI de dezembro dos EUA, que pode influenciar a política monetária e a continuidade do mandato do presidente do Fed, Jerome Powell. As próximas semanas serão cruciais para determinar as tendências do mercado de metais preciosos e a estabilidade econômica global.

