Na terça-feira, a Rússia lançou um míssil Oreshnik, de capacidade nuclear, em um ataque contra Lviv, na Ucrânia, provocando forte condenação dos Estados Unidos e do Reino Unido durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A diplomata americana Tammy Bruce descreveu o ataque como uma ‘escalada perigosa e inexplicável’, enquanto o embaixador britânico interino, James Kariuki, chamou-o de ‘irresponsável’, destacando os riscos que representa para a segurança regional e internacional.
O míssil Oreshnik, que tem múltiplas ogivas e é considerado raro, visava uma fábrica de reparo de aeronaves, segundo a Rússia. Embora a Ucrânia não tenha confirmado os alvos, indicou que o ataque ocorreu em meio a uma ofensiva mais ampla com drones e outros foguetes. Observadores acreditam que os dois ataques realizados até agora têm caráter político e simbólico, com a possibilidade de que ogivas de treinamento tenham sido utilizadas.
Além do ataque em Lviv, forças russas realizaram bombardeios em Kyiv e Kharkiv, resultando em mortes e ferimentos. As autoridades ucranianas também relataram ataques a navios civis no Mar Negro, levando a um aumento das tensões no comércio marítimo. Este cenário evidencia uma escalada das hostilidades, com implicações significativas para a segurança e a estabilidade na região.

