Votação do impeachment de Julio Casares no São Paulo será híbrida

Camila Pires
Tempo: 2 min.

A juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, decidiu que a votação do impeachment de Julio Casares no São Paulo ocorrerá em formato híbrido. A liminar foi concedida na noite de segunda-feira, após um pedido de conselheiros de oposição que queriam garantir a participação remota na votação. O encontro está agendado para esta sexta-feira no MorumBis, após uma convocação que gerou confusão devido ao Estatuto do clube.

A decisão da magistrada foi fundamentada no argumento de que o formato híbrido permitiria uma maior participação dos conselheiros, especialmente considerando a exigência de um quórum elevado para a destituição. Apesar de não ter atendido ao pedido de redução do quórum, a juíza reconheceu a necessidade de adequar a reunião às circunstâncias atuais. O artigo 76 do Regimento Interno, que permite reuniões semipresenciais, foi um dos pontos levantados no pedido de liminar.

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, havia negado anteriormente a solicitação para a votação híbrida, destacando a importância do voto presencial em questões delicadas para a credibilidade do clube. O desdobramento dessa decisão poderá influenciar a dinâmica política interna do São Paulo e a forma como os conselheiros se mobilizam em situações semelhantes no futuro.

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