A juíza Luciane Cristina Silva Tavares, da 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, decidiu que a votação para o impeachment de Julio Casares no São Paulo será híbrida, misturando modalidades presencial e virtual. A liminar foi emitida na noite desta segunda-feira e atende parcialmente a um pedido de conselheiros de oposição que buscavam maior participação no processo decisório. O encontro está agendado para esta sexta-feira, gerando expectativa entre os envolvidos.
A controvérsia em torno do impeachment se intensificou devido a divergências sobre o quórum necessário para a aprovação do afastamento do presidente. Enquanto o Estatuto do São Paulo exige votos de dois terços dos conselheiros, um artigo do Regimento Interno permite reuniões semipresenciais. A juíza argumenta que a modalidade híbrida é justificada pela necessidade de garantir a participação de um maior número de conselheiros, especialmente considerando o perfil dos participantes, que inclui muitos idosos.
Os grupos políticos de oposição, que assinam a ação judicial, argumentam que a votação deve ser conduzida de forma que minimize riscos à credibilidade do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, que havia negado a solicitação para o voto híbrido, defendeu que a votação presencial é crucial para um tema tão delicado como o impeachment. Com a decisão judicial, a expectativa é que o embate político se intensifique nas próximas reuniões do Conselho Deliberativo.

