Na última segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma reunião com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, programada para a próxima quinta-feira em Washington. O encontro ocorre em um momento crítico, pois a Venezuela está em processo de libertação de presos políticos, com 116 detentos já liberados sob pressão dos EUA e da comunidade internacional.
Os Estados Unidos têm desempenhado um papel significativo nas dinâmicas políticas da Venezuela, especialmente após a deposição de Nicolás Maduro em um bombardeio a Caracas em janeiro. A situação política interna se complica com a continuidade dos processos de libertação de presos, que têm sido lentos e difíceis para as famílias dos detidos. A líder opositora, que passou um período na clandestinidade, busca apoio internacional para pressionar por mudanças no país e tem estado em contato com figuras de destaque, incluindo o papa, para discutir a situação dos direitos humanos na Venezuela.
As implicações dessa reunião entre Trump e Machado podem ser profundas, especialmente em relação à futura política dos EUA na América Latina. O governo americano expressou apoio a mudanças democráticas na Venezuela, mas a reticência de Trump em incluir Machado em uma possível transição política levanta dúvidas sobre o futuro do país. A continuação das libertações de presos políticos poderá ser um indicativo da disposição do governo venezuelano em dialogar, enquanto a pressão internacional se intensifica.

