Integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão pediram exoneração coletiva em resposta à recomendação de soltura de políticos presos. O parecer favorável à liberação do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e de outros investigados, que estão envolvidos em um esquema de desvio de recursos públicos, provocou indignação entre os promotores. O pedido foi formalizado no domingo e enviado ao procurador-geral de Justiça, Danilo José de Castro Ferreira.
Os promotores alegam que a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça enfraquece a credibilidade do Ministério Público e contraria o entendimento técnico do Gaeco. Eles destacam que a investigação revela um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos, comprometendo áreas essenciais como Saúde e Assistência Social. Os promotores afirmam que a divergência de opiniões tornou inviável a sua permanência no órgão, o que pode impactar negativamente o combate ao crime organizado na região.
Agora, a decisão sobre a soltura dos políticos investigados cabe à 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. O caso, que já resultou na prisão de 21 pessoas, incluindo o prefeito e vereadores, levanta preocupações sobre a governança em Turilândia, que ficou sem liderança efetiva. O desdobramento dessa situação poderá influenciar futuras investigações e a confiança da população nas instituições de justiça.

