Cerca de 15.000 enfermeiros de renomados hospitais de Nova York iniciaram uma greve na manhã de segunda-feira, gerando preocupações sobre a escassez de pessoal no sistema de saúde da cidade. A paralisação, que ocorreu após meses de negociações contratuais sem sucesso, afeta instituições como o Hospital Mount Sinai e o NewYork-Presbyterian. Os enfermeiros reivindicam melhorias nas condições de trabalho, benefícios de saúde e proteção contra violência no ambiente de trabalho.
A presidente da associação de enfermeiros, Nancy Hagans, afirmou que a administração dos hospitais se recusa a abordar questões cruciais relacionadas à segurança de pacientes e enfermeiros. Embora representantes dos hospitais defendam os salários dos enfermeiros, alegando que as exigências do sindicato são exorbitantes, o clima de tensão persiste. O governo estadual, antevendo a greve, declarou uma “emergência de desastre”, citando a expectativa de graves consequências para a saúde pública devido à escassez de pessoal e ao aumento de casos de gripe.
Os hospitais afetados estão operando e contrataram enfermeiros temporários para cobrir as lacunas, mas a greve pode resultar na transferência de pacientes e no cancelamento de cirurgias. A situação é crítica, especialmente com a previsão de um aumento contínuo da atividade gripal na região. As negociações continuam, mas a resolução parece distante, deixando pacientes e profissionais de saúde em uma posição vulnerável.

