Reino Unido investiga X por deepfakes sexuais gerados por IA

Fernanda Scano
Tempo: 2 min.

O órgão regulador de mídia do Reino Unido, Ofcom, anunciou nesta segunda-feira, 12, o início de uma investigação contra a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter. A ação foi motivada pela suspeita de que a plataforma, pertencente ao bilionário Elon Musk, não tomou as medidas necessárias para proteger os usuários britânicos de conteúdos ilegais, em especial de deepfakes sexuais criados pelo chatbot Grok.

A investigação surge em um contexto de crescente preocupação global com o uso irresponsável de tecnologias de inteligência artificial para a produção de material sexual não consensual. Recentemente, Malásia e Indonésia tornaram-se os primeiros países a proibir o acesso ao Grok, refletindo um movimento em direção à proteção dos direitos humanos no ambiente digital. A ministra da Tecnologia britânica, Liz Kendall, anunciou que novas legislações serão implementadas para fortalecer a segurança online e proibir a criação de imagens íntimas sem consentimento.

As implicações dessa investigação podem ser significativas, não apenas para a X, mas para o futuro das regulamentações de tecnologia no Reino Unido. A Ofcom enfatizou sua determinação em responsabilizar empresas que não garantem a proteção dos cidadãos frente a conteúdos nocivos. O caso do Grok pode ser um divisor de águas para a aplicação da Lei de Segurança Online, que busca estabelecer padrões mais rigorosos para a proteção dos usuários nas plataformas digitais.

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