MP questiona indicação de Otto Lobo para presidir a CVM

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) protocolou nesta segunda-feira uma representação que contesta a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A alegação se baseia em reportagens que indicam que Lobo teria favorecido o Banco Master, instituição que enfrenta um processo de liquidação conduzido pelo Banco Central. A nomeação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já está em tramitação no Senado.

De acordo com o subprocurador-geral do TCU, Lucas Furtado, a análise do caso pode levar a uma investigação sobre as decisões de Lobo em relação ao Banco Master. Essa apuração, se aceita pelo TCU, poderá culminar em um alerta formal ao Senado, que é responsável pela aprovação da indicação. A Comissão de Valores Mobiliários, procurada para comentar a questão, não se manifestou imediatamente.

Otto Lobo, que já ocupava um cargo de destaque na CVM, foi escolhido para substituir João Pedro Barroso do Nascimento, que renunciou em julho do ano passado. A situação levanta preocupações sobre a governança na CVM e a possibilidade de conflitos de interesse. A decisão do TCU poderá ter implicações significativas para a confiança pública na autarquia e na supervisão do mercado financeiro brasileiro.

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