Filme ‘O Agente Secreto’ não usou recursos da Lei Rouanet para produção

Thiago Martins
Tempo: 2 min.

O longa-metragem ‘O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça Filho e que custou R$ 27 milhões, não contou com recursos da Lei Rouanet, que é voltada para apoiar projetos culturais no Brasil. Em vez disso, a produção recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo do Setor Audiovisual (FSA), além de investimentos de patrocinadores. Este filme se destacou ao vencer dois Globos de Ouro, representando o cinema brasileiro em premiações internacionais.

A Lei Rouanet é uma legislação que não abrange o financiamento de longas-metragens, permitindo apenas o suporte a produções de média e curta duração. Isso explica a ausência de recursos dessa natureza no financiamento de ‘O Agente Secreto’. A administração do FSA, que viabilizou parte do investimento, anunciou um concurso público em 2023 que contemplou o filme, permitindo que ele cumprisse os requisitos necessários para o apoio financeiro.

Com o reconhecimento internacional e as premiações conquistadas, ‘O Agente Secreto’ poderá impulsionar ainda mais a visibilidade do cinema brasileiro. O sucesso do filme também abre discussões sobre as políticas de financiamento cultural no Brasil, especialmente no que diz respeito ao apoio a longas-metragens. A trajetória da produção pode influenciar futuras decisões sobre a legislação e investimento no setor audiovisual.

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