O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, declarou que o órgão terá acesso aos documentos do Banco Central (BC) que fundamentaram a liquidação do Banco Master. A afirmação ocorreu após uma reunião entre Vital e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que durou cerca de uma hora. O encontro foi promovido para esclarecer dúvidas sobre a competência do TCU na fiscalização da atuação da autoridade monetária.
Durante a reunião, Vital do Rêgo enfatizou a importância do TCU ter acesso direto aos documentos para verificar a motivação da liquidação do Banco Master, que foi decretada em novembro do ano passado. O BC havia contestado uma inspeção autorizada pelo relator do processo no TCU, argumentando que decisões dessa magnitude devem ser avaliadas pelo colegiado, e não de forma monocrática. O recuo na autorização da inspeção foi uma resposta à pressão e repercussão negativa sobre a medida.
Agora, o plenário do TCU deverá decidir se a inspeção será realizada e qual será o escopo da fiscalização em relação à atuação do BC. A situação é sensível, já que o Banco Central alegou que a liquidação foi uma ação necessária devido à crise de liquidez enfrentada pelo conglomerado liderado pelo banqueiro envolvido. O desdobramento desse caso poderá ter implicações significativas na supervisão bancária e na relação entre as instituições fiscalizadoras e reguladoras do sistema financeiro.

